sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Reafirmado o compromisso com a qualidade do ensino superior

ISP – Jean Piaget de Benguela trabalha para concretização do Plano Nacional de Formação de Quadros Angolanos (PNFQ)


PNFQ - é a sigla para Plano Nacional de Formação de Quadros. Trata-se de um importante instrumento de política pública do governo de Angolano. Nele constam as metas e objectivos a atingir até 2030, no domínio da formação de quadros. Repartido em planos anuais, o documento estabelece ambiciosas metas e envolve uma gigantesca estrutura de recursos humanos, materiais e uma engenhosa coordenação de esforços.

O Instituto Jean Piaget de Benguela está à par das cifras preconizadas e trabalha diariamente para contribuir qualitativa e quantitativamente para a sua concretização. Em vésperas de fim se semestre, a nossa redacção conversou com o Director-geral do ISP-Jean Piaget de Benguela, Professor Doutor Bonifácio Tchimboto para, em gesto de balanço, nos falar das acções desta instituição no sentido de contribuir para o plano.

Bonifácio Tchimboto afirmou haver um profundo comprometimento da direcção da instituição com estas metas. As suas palavras não podiam ser mais esclarecedoras: “Este semestre está a findar e, com ele, o presente ano lectivo. O balanço que podemos fazer é positivo. Temos indicadores muito animadores. A indisciplina escolar atingiu os níveis mais baixos de sempre. É quase zero. As taxas de desistência também diminuíram muito desde 2012. O número de reprovações hoje preocupa-nos menos, embora as notas com que se aprovam não são as mais desejáveis. Mas, quanto a isso, vamos continuar a trabalhar e vamos melhorar. O país tem um grande plano para a formação de quadros angolanos que é o PNFQ e nós estamos alinhados”, rematou.

O Plano Nacional de Formação de Quadros (PNFQ) prevê formar até 2015 1,6 milhão de quadros superiores, como resultado da aplicação do Programa de Acção 2013-2014. Prevê ainda a formação e capacitação de quadros médios e superiores em todas as áreas do saber, com realce para os sectores de Ciências Exactas e Naturais, Médicas e de Saúde, Engenharia e Tecnologias, Agrárias e Pescas e Artes e Humanidades. A formação destes técnicos vai permitir uma melhor exploração dos recursos naturais que o país dispõe e assim continuar a melhorar a vida das populações. Em 2015, de acordo com o documento, os gestores, dirigentes e quadros superiores vão representar 27,2 por cento do total de quadros. Já os médios passam a ter uma participação de 72,8 por cento.

O Director-geral, Bonifácio Tchimboto disse, também, que a direcção do ISP-Jean Piaget de Benguela tem trabalhado em múltiplas frentes, entre as quais, destacou a criação de diversos laboratórios apetrechados, bem como a superação técnica e académica do pessoal docente com o objectivo de oferecer um ensino melhor qualidade.

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

Universidade Jean Piaget organiza congresso internacional

Os falares e os dizeres da língua portuguesa

A língua portuguesa, essa com que nos comunicamos, e que tendo sido outrora estrangeira hoje é tão orgulhosamente nossa, dizemos, angolana, foi alvo de uma abordagem profunda no III Congresso Internacional da Língua Portuguesa organizado pela Universidade Jean Piaget de Angola nos dias 18, 19 e 20 de Setembro.

Com participação de académicos dos vários países da CPLP, com excepcão da Guiné Bissau, e de estudantes de várias universidades angolanas, com predominância, naturalmente, da anfitriã, foram, concretamente, discutidos os desafios da Língua Portuguesa em Angola e no mundo, à luz das dinâmicas linguísticas e culturais impostas pela contemporaneidade.

Ao longo dos três dias de congresso foram apresentados e debatidos os temas “A Língua Portuguesa e a Hermenêutica dos Textos Orais Africanos”; “As políticas linguísticas na CPLP”; “A Língua Portuguesa no Ensino e na Investigação: desafios no século XXI”; “A Língua Portuguesa como Instrumento de Comunicação e de Intercâmbio Cultural na CPLP”; “A Contribuição da Literatura no Desenvolvimento da Língua Portuguesa”; “A Influência das Línguas Africanas no Ensino e na Aprendizagem da Língua Portuguesa”; “A Língua Portuguesa e o Acordo Ortográfico.

Vantagens e Desvantagens”; e “Os Falares, os Dizeres da Literatura na Língua Portuguesa”.
Tendo em conta, até, o facto da plateia ser composta quase inteiramente por docentes e estudantes angolanos, as discussões tiveram como foco a realidade linguística de Angola. Mas foram também apresentadas as experiências do uso da língua portuguesa, sobretudo
no ensino, nos países da CPLP.

Às tantas, chegou-se à evidência de que nos PALOP, onde a língua portuguesa coexiste com outras, nativas, prevalecem as semelhanças: à par da norma europeia que a Escola faz por
impor existe a língua portuguesa de feição local, amplamente usada no dia-a-dia e reivindicada e recriada pelos escritores; com profundas interferências semânticas e estruturais das línguas africanas, esse português local, no caso de Angola, angolano, acaba
por colidir na Escola com o português europeu – a norma - sendo considerado
desvio, senão mesmo erro; a questão de estabelecer um centro normativo com base na história e na realidade linguística dos países é essencialmente um assunto político.
Esse conjunto de constatações levou o linguista Mbiavanga Fernando, da Universidade Agostinho Neto, a afirmar: “Falamos o português que não aprendemos na Escola e aprendemos na Escola o português que não falamos”. Mbiavanga Fernando insistiu na necessidade dos professores “olharem para a periferia dos estudantes para tentarem compreender as causas dos modos das suas falas”.

Xoán Carlos Lagares, docente da Universidade Federal Fluminense, do Brasil, trouxe a tona a experiência daquele país: “Os problemas do português em Angola também são enfrentados no Brasil. Só que no Brasil já há mais de um século de discussão sobre a norma, desvios, etc., etc., e há a noção de que todo o mundo fala mal o português.

Mas se todo o mundo fala mal, então todos falam bem”. Xoán Lagares sugeriu que se faça um estudo descritivo do português culto falado em Angola, pois, referiu, a partir daí ficará mais fácil criar uma norma angolana, já que tudo tem de se basear na compreensão do funcionamento da língua.  “Se um desvio linguístico é compartilhado por políticos, académicos, jornalistas, escritores, isto é, pela classe culta, isso já não é um desvio. Sendo considerado um desvio cria uma insegurança linguística”. Filipe Zau, reitor da UniversidadeIndependente, de Angola, desconstruiu a noção vigente de lusofonia – um termo pós-colonial que alude a uma certa portuguesofonia - e rebateu
a existência de uma identidade lusófona atribuível aos povos dos PALOP.
O investigador defendeu a necessidade de se promover uma discussão académica à volta do termo lusofonia e da sua eventual similaridade com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Mas foi já avançando que se constata que “a declaração constitutiva da CPLP, bem como qualquer outra declaração oficial saída da conferência dos Chefes de Estado e de Governo, do Conselho de Ministros, das reuniões sectoriais de ministros dos diferentes foros, do comité de concertação permanente ou do secretariado da CPLP são completamente omissas em relação ao termo lusofonia”.

Segundo disse, “o conceito de lusofonia acabou aparentemente por se inserir numa visão prospectiva, fundamentada exclusivamente em princípios doutrinários que hoje, no âmbito da concertação político-diplomática da CPLP, se consubstancia em um dos seus pilares”. Porém, acrescentou, “a lusofonia terá actualmente de ter almas e uma fundamentação epistemológica que justifique o facto de toda a gente falar dela, sem de facto ninguém saber o que ela é”. Beatriz Afonso, da Universidade de São Tomé e Príncipe, fez uma panorâmica da situação da língua portuguesa no seu país, nomeadamente do seu ensino e convívio com as línguas de origem local. Para muitos, afirmou, “o português normativo em São Tomé e Príncipe não passa de uma abstracção, uma vez que a variedade oral da língua portuguesa, que constitui a língua materna da maioria dos sãotomenses, é  profundamente divergente do português europeu na sua estrutura sintáctica, semântica, fonológica e lexical por fenómenos de interferência”.

Elvira Reis, da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, apresentou um estudo sócio-linguístico que espelha a situação do sistema de ensino do país, que segundo disse, “formalmente rejeita a língua materna dos caboverdianos – o crioulo”. Luís Miguel Sebastião, de Portugal, dissertou sobre o tema “Formar em Português, sob o signo da Torre de Babel- Da importância formativa/coesora da Língua Portuguesa, quando se pensa noutras línguas; o Ensino Superior, a Língua Portuguesa e as Línguas Nacionais dos países da CPLP”.

Benjamim Corte-Real, representante de Timor Leste especialmente mandatado pelo presidente Xanana Gusmão, deu a conhecer os detalhes do programa governamental de promoção e expansão da língua portuguesa naquele país.

No encerramento, o ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, elogiou a UniPiaget pela realização do certame, bem como os prelectores pela alta qualidade das suas comunicações.

Texto de ISAQUIEL CORI, retirado do Jornal Cultura, Nº67, 13 a 26 de Outubro de 2014, p.12

quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

ECOS DO PIAGET APRESENTA AMANHÃ O "TRIBOLA"

Piaget de Benguela na vanguarda da promoção 
do desporto universitário e da saúde comunitária 


A edição de amanhã do programa “Ecos do Piaget” irá destacar o desporto universitário e o seu papel na promoção de uma vida saudável, entre os universitário e no seio das comunidades. Serão apresentadas e analisadas as acções concretas que o Instituto Superior Politécnico Jean Piaget de Benguela vem promovendo ao longo destes anos, no domínio do desporto universitário e comunitário.

Com este propósito estarão nos estúdios o treinador da seleção do futebol de salão do ISP – Piaget Asner de Sandra e o Coordenadores do Curso de Motricidade Humana Professores Solito Gamba e Nuno Lopes.

Será feita a apresentação pública do TRIBOLA – Torneio Interno em ambos os géneros, que será jogado nas modalidades de futebol de salão, andebol e basquetebol, bem como será feito um último rescaldo da participação da nossa selecção de futebol de salão no campeonato nacional da modalidade em seniores masculino que se disputou no província planáltica do Huambo.


Não perca! É já esta quinta-feira, dia 9 de outubro, pelas 18 horas, na rádio morena comercial 96.00 FM

O programa Ecos do Piaget é emitido semanalmente as 2ªs e 5ªs feiras nas rádios Benguela e Morena Comercial, respectivamente, a partir das 18 horas.
Contamos com todos!

domingo, 5 de Outubro de 2014

ISP- Piaget de Benguela: orgulhosos de formar angolanos



Há 10 anos que estamos em Benguela
Há 10 anos que nos orgulhamos de formar angolanos
Somos mais do que uma instituição de ensino superior 
Somos parceiros do governo angolano no esforço nacional de reconstrução do país Formamos os quadros do presente e do futuro, trabalhamos com as famílias angolanas na preparação do futuro dos seus filhos

Mais do que uma Universidade ou Instituto Superior
Somos uma Escola para Vida!
O Estado e as empresas têm beneficiado dos resultados do nosso trabalho
Os elevados índices de empregabilidade dos nossos licenciados são uma prova disso

Nós sabemos qual é o nosso papel no crescimento económico e no desenvolvimento tecnológico de Angola, por isso continuaremos ser…


Instituto Superior Politécnico Jean Piaget de Benguela!

sexta-feira, 3 de Outubro de 2014

Brevemente mais detalhes

Uma iniciativa ISP - Jean Piaget de Benguela

Países da CPLP registam significativas assimetrias no ensino da língua portuguesa


 
Luanda - O conjunto de países da CPLP registam significativas assimetrias entre si, em termos de recursos disponibilizados para o ensino da língua portuguesa nas escolas e nas comunidades, considerou hoje, em Luanda, o reitor da Universidade Jean Piaget de Angola

Segundo Pedro Domingos Peterson, que falava na abertura do III Congresso Internacional de Língua Portuguesa, o passado histórico comum e, sobretudo, a finalidade cultural, através da referida língua, não deve limitar apenas à sua aprendizagem, mas sim evoluir para outras formas de cooperação científica e tecnológica, o que pressupõe parceiros activos e dinâmicos.
“ Estamos convencidos que o desenvolvimento da língua portuguesa nos países da CPLP depende da cooperação, do envolvimento das instituições do ensino superior na formação dos professores, dos jornalistas, radialistas, na elaboração de estratégias e metodologias do processo de ensino-aprendizagem, susceptíveis de motivar a juventude na sua aprendizagem efectiva”, advogou.
 
Neste contexto, adiantou, as instituições do ensino superior em geral, de investigação e pesquisa, em particular, podem assumir um papel estratégico importante no desenvolvimento educacional, económico, social e cultural dos países da comunidade.
Considerou ser necessário intensificar-se os mecanismos de mobilidade académica e cultural dos países da CPLP, através de projectos comuns de formação, de investigação científica e de investimentos.
 
Sublinhou que há outras línguas com um número reduzido de falantes no mundo que têm mais visibilidade, que penetram com facilidade nos nossos estabelecimentos de ensino e de investigação, e nas instituições de pesquisa, através de meios tecnológicos mais modernos.
 
“Por isso, torna-se necessário aumentarmos os investimentos a nível nacional e da CPLP, para que a língua portuguesa ocupe uma posição importante a nível internacional”, disse.
Relativamente ao ensino da língua portuguesa em Angola, o reitor da Unipiaget frisou que se assiste a um grande insucesso na aprendizagem da língua portuguesa, com cerca de 50 po rcento de reprovações no ensino primário.
 
 
A Unipiaget administra 16 cursos repartidos pelas áreas das ciências da saúde, ciências sociais e humanas, ciências e tecnologia, línguas, e três mestrados em ciências jurídicas e forenses, económicas e engenharia civil.
 
 
Com cerca de 10 mil estudantes, 400 docentes e 200 trabalhadores, a Unipiaget tem envidado todos os esforços para sua inserção na comunidade, oferendo serviços, bolsas a estudantes mais carenciados e cooperando com a administração local na inserção de estudantes no mundo laboral.

noticia original aqui

quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

ECOS DO PIAGET: Não deixe de acompanhar a edição de hoje


Queremos convidar todos os piagetinos e não só, a acompanharem logo mais, pelas 18 horas, o programa Ecos do Piaget na Rádio Morena Comercial. 


Dra. Marivalda da Cruz Gonçalves
A convidada da edição de hoje será a Dra. Marivalda da Cruz Gonçalves, coordenadora do curso de línguas, que integrou uma delegação composta por mais de 140 piagetinos, entre professores e estudantes, que participou no III Congresso Internacional de Língua Portuguesa que a Universidade Jean Piaget de Angola, acolheu em Viana, no mês passado. Não percam, a entrevista promete dar conta de todos os pormenores da  bem-sucedida naquele magno evento da língua portuguesa.

O programa Ecos do Piaget é emitido semanalmente as 2ªs e 5ªs feiras nas rádios Benguela e Morena Comercial, respectivamente, a partir das 18 horas.
Contamos com todos